Era para ser apenas uma narrativa
Era para ser apenas uma narrativa
Estava assistindo um vídeo destes pseudo sociólogos que nunca estudaram ciências sociais; pelo seu sotaque e pelo seu vocabulário limitado e pueril era um destes analfabetos funcionais que conseguem investir somas para adquirirem visualização paga nas redes sociais para parecerem muito populares e se dizerem influenciadores com muitos likes, portanto, um destes inconsequentes criadores de vídeos estava cometendo um equívoco grave que nenhum aluno de primeiro semestre de Antropologia jamais cometeria que é o equívoco de comparar culturas e depreciá-las, exceto que os jornalistas engajados em discursos unilaterais da guerra de posição de opinião social e política muito comum nessa era onde o Ocidente está reproduzindo as práticas Stalinistas de censura sofisticada e profunda, daquelas que ao tempo da ex URSS faziam com que as pessoas ficassem apáticas diante da violação psíquica cerrada que eram capazes de se autocensurarem inconscientemente para não serem denunciados pelos próprios filhos e cônjuges ao comitê central de reeducação política.
Então o vídeo amador comentava em tom de repreensão que estava mostrando o quanto as mulheres da Arábia Saudita são humilhadas e massacradas oprimidas pela cultura machista dos homens árabes, então mostra um conjunto de quatro esposas se reunindo em uma praça, veja como estão vestidas com uma roupa preta que as cobre totalmente e não deixa nada de seus corpos à vista, exceto os seus olhos.
Estas mulheres não podem exibir os seus corpos, ficam em casas sem poderem trabalhar, e não podem dirigir automóveis e cuidam da casa e dos filhos, geralmente tem muitos criados em casa de maneira que vivem na ociosidade na maior parte do tempo, cuidando de seus maridos.
Estava assistindo anteriormente a este vídeo um outro vídeo sobre a noite em Londres: mulheres peladas, roupas muito apertadas, embaladas à vácuo, legs, umbigo nu, saltos altos, muita maquiagem, mas sempre em grupos de mulheres e quase nenhuma delas acompanhada de algum homem ou em casais, assim eram as mesmas imagens idênticas tanto em Miami, Houston no Texas à noite, e mudando de vídeo fui ver as cenas da vida noturna em Moscou e São Petesburgo, ou em Riga na Letônia a mesma natureza de imagem em Minski na Bielorússia, as mulheres sempre vestidas decentemente, com vestidos ou saias, poucas mulheres encontradas usando calças compridas mas quando as usavam eram calças largas e shorts largos, nenhuma usando legs ou shorts colados à vácuo.
O que está acontecendo ao Ocidente, em comparação ao outro lado da civilização?
A minha descoberta é que foi um homem quem inventou o feminismo. Um discurso para livrar o homem de suas pesadas responsabilidades sociais, econômicas, morais e sexuais. Vamos examinar os discursos.
Suponha que uma pessoa vá morar em sua casa, sendo você um homem, esta pessoa diz que vai ficar em sua casa, e você vai trabalhar enquanto ela diz que vai ficar em casa, curtindo a vida, e que você tem que protegê-la, vesti-la, alimentá-la, cuidar com atenção e carinho da sua saúde física e espiritual, dar carinho exclusivo, e sexo quando ela desejar, se essa pessoa for do sexo feminino, está tudo bem, mas se for outro homem, aí essa proposta vira uma ofensa.
Assim, quem inventou o feminismo tinha a mente masculina, estava a favor dos homens, assim o discurso foi apenas mudado para opressão, ao invés de exploração do trabalho alheio masculino pela mulher companheira; enquanto os papéis sociais eram aceitos sendo o do macho ser o escravo do lar para sustentar a vida de princesa ou da rainha do lar, então a cobertura da situação tinha uma capa moralista de machismo, opressão, era opressão manter a rainha em casa enquanto o marido escravo tratava de sustentar a sua prebenda com a ociosidade doméstica travestido e disfarçado de opressão masculina, mas ao contrário, era apenas privilégio feminino.
O discurso mudou a realidade, se voltarmos ao vídeo das mulheres árabes se pode construir outras narrativas além da opressão: as mulheres árabes estão cercadas de tanta segurança que não expõe seus corpos à cobiça e luxúria de outros homens, recebem tratamento de corte das melhores rainhas, com lazer, joias, motorista privado que é o seu marido, não trabalham, se divertem com passeios, refeições grátis, roupas, joias, lingerie caras, maquiagem e caros tratamentos de beleza que custam no mínimo cem dólares uma simples manutenção das unhas e cabelos, cremes e produtos de maquilagem e cosméticos os mais caros, as roupas femininas são mais variadas que a oferecida no mercado para os machos e a variedade de sapatos para mulheres muito mais rica do que oferecida para o mercado masculino, praticamente não existe cosméticos masculinos, não existe praticamente a mesma quantidade de empresas especializadas em cirurgias estéticas e procedimentos de cuidados de beleza como existem para as mulheres, então, o mundo da saúde e da estética é totalmente feminino e voltado para a mulher.
Onde foi para o discurso da opressão masculina? Certamente um macho muito experto deu o xeque-mate na luxúria e na opulência exploradora do feminino e derrubou o maior privilégio e a maior exploração da humanidade que era o machismo justamente derrubando todos os privilégios femininos com o disfarce de opressão masculina, agora resta ao macho descobrir que não existe prostituição masculina porque a mulher nunca precisou pagar para ter o que tem de graça que é sexo e despesas pagas por um machista provedor, mas isto os idiotas estão destruindo com o discurso trocado, onde a mulher liberta só sai da proteção masculina machista e vai ela mesma cuidar de si sob o discurso de cuidar independentemente se auto zelar para sua autonomia e ter que suar, estudar, trabalhar para ter aquilo que era grátis.
Marilena Chauí, do PT defende o trabalho feminino como emancipador das mulheres que dignifica e garante direitos iguais; mas o trabalho masculino é opressão da mão de obra onde o capitalista extrai a mais valia do seu tempo de trabalho. Explica aí o paradoxo, ou é contradição?
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