A era da disruptura
A era da disruptura
Café descafeinado; suco sem açúcar refinado; carne de soja; sopa de legumes sem sal marinho; banho de mar sem sol, produtos naturais e orgânicos saídos da mesma terra que é a mesma e única fonte de todos os químicos ditos não naturais? Será que chegamos ao limite da insensatez humana? A era dos discursos das narrativas surreais está aí mesmo. O que desejam provar com o ritual de comer peixe crú entre dois pedaços de paus rústicos lixados e sem qualquer revestimento ou qualquer acabamento?
Como foi que o Ocidente chegou a essa condição? Ainda temos os intelectuais orgânicos que tentam expandir a inclusão dos sexos indistintamente a partir dos três únicos esportes olímpicos onde os sexos são indistintos para a competição paritária: arco e flecha; equitação; tiro. Ainda não existe certeza de que as diferenças entre os sexos não é apenas um pênis; nem sempre o órgão genital é suficiente para fazer a distinção sexual, embora não exista ainda uma campeã de xadrez feminina, ainda que e a lista dos prêmios Nobel seja dominada pelos nomes masculinos.
O simples falar a realidade pode levar à punição do cancelamento, uma forma de alienação, exclusão, de expulsão do círculo social, um banimento social da antissociedade cibernética, essa mesma que te oprime e te regula em nome da liberdade e da diversidade que paradoxalmente quer ver separados os vagões de metrô segregando as mulheres em um vagão exclusivo feminino, mas a mesma regra é inclusiva nos banheiros sem distinção do sexo genital, que é diferente do sexo percebido pela orientação sexual, embora as 1 trilhão de células do corpo continuem inalteradas atestando o conjunto de cromossomas xx das fêmeas, para ou xy para machos, para os sexos genitais faz diferença o grito da genética dos cromossomos, simplesmente na era da disrupção tudo pode ser permitido e tudo pode ser proibido e regulado pela ideologia de gênero, desde a nutrição restrita sem qualquer indicação cientificamente comprovada de dietas que excluem alimentos de origem animal banidos como nas listas de alimentos permitidos e banidos nas leis de Moisés; todos os tabus foram abatidos e novos tabus foram incorporados, apenas por um capricho do discurso do corpo que ora tem de suportar a tortura nas academias de ginásticas que torce e distorce as juntas e músculos do corpo, aditivos químicos para queimar carne e outros para aumentar carne muscular ou tecido adiposo; o discurso da essência do minimalismo e ao mesmo tempo do supérfluo das riscas de tatuagem cobrindo o corpo inteiro; a singeleza do despojamento intelectual apoiado no discurso reducionista do igualitarismo forçado goela abaixo pelas leis da soberania das minorias oprimidas em função da etnia, em função da disfunção de mobilidade e deficiência na anatomia corporal física e funcional, dando aos rejeitados e aos desajustados sociais uma nova proeminência social emprestada por um processo de compensação social pelo enaltecimento da estética da pobreza e da inadequação intelectual, tudo virado de cabeça para baixo, então fica claro que jamais estariam preparados emocionalmente para entenderem que o fenômeno da imersão em seu próprio paradigma impede de entender o outro paradigma diverso como um peixe fora d'água que provou mais uma vez que não existe o tal universo, o mundo é apenas o oceano: não existe possibilidade de vida fora do mundo aquático.
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